Durante o século XIX, a sociedade capitalista e o pensamento político sofreram um bombardeio de críticas que culminaram com o surgimento de várias correntes filosóficas, dentre elas podemos citar:
O Socialismo utópico que tinha como principais expoentes Proudhon, Owen, Cabet e Fourier. O "socialismo utópico" pode ser definido como um conjunto de idéias que se caracterizaram pela crítica ao capitalismo, muitas vezes ingênua e inconsistente, buscando, ao mesmo tempo, a igualdade entre os indivíduos. Em linhas gerais, combate-se a propriedade privada dos meios de produção como única alternativa para se atingir tal fim. A ausência de fundamentação científica é o traço determinante dessas idéias. Pode-se dizer que seus autores, preocupados com os problemas de justiça social e igualdade, deixavam-se levar por sonhos. Não foi por acaso que Karl Marx denominou os socialistas utópicos de "românticos".
Os princípios básicos do socialismo utópico podem ser resumidos assim:
Crítica ao liberalismo econômico, sobretudo à livre concorrência.
Formação de comunidades auto-suficientes, onde os homens, através da livre cooperação, teriam suas necessidades satisfeitas.
Organização, em escala nacional, de um sistema de cooperativas de trabalhadores que negociariam, entre si, a troca de bens e serviços.
Atuação do Estado que, através da centralização da economia, evitaria os abusos típicos do capitalismo.
O Anarquismo por sua vez é resultado de uma critica ao estado burguês, seus expoentes são: Proudhon, Stiner, Bakunin, Kropotkin e Sorel.
A palavra anarquismo tem origem no termo grego ánarkhos, cujo significado é, aproximadamente, "sem governo". O anarquismo é freqüentemente apontado como uma ideologia negadora dos valores sociais e políticos prevalecentes no mundo moderno: o Estado laico, a lei, a ordem, a religião, a propriedade privada etc. O anarquismo e sua crítica da propriedade privada e do Estado burguês feita pelos ideólogos anarquistas resultou no desenvolvimento do trabalho de conscientização e mobilização das massas proletárias (ou seja, o operariado). Em muitos aspectos, a ideologia anarquista se assemelhava à ideologia socialista - principalmente no tocante a luta de classes, a defesa das classes oprimidas, a crítica da propriedade privada, da sociedade e do Estado burguês. Por conta disso, durante décadas os anarquistas e os comunistas se aliaram na organização dos movimentos revolucionários.
Outro movimento político do século XIX que ficou muito marcado foi o conservadorismo. Este por sua vez é a negação das ideologias com a consequente abertura à realidade na sua complexidade múltipla. Numa era ideológica, o conservador é, por excelência, um opositor da ideologia. Em suas origens, o pensamento conservador pode ser concebido como uma atitude reativa em oposição às rápidas mudanças que se processavam nas sociedades européias, entre os séculos XVIII e XIX provocadas pelos movimentos revolucionários burgueses.
As revoluções burguesas provocaram a ruptura das tradições, dos costumes, dos hábitos e das crenças religiosas. Nesse contexto, enquanto uma ordem social desaba e uma nova ordem social está em construção, o conservadorismo que emerge como força ideológica e política contra-revolucionária.
Em termos históricos, no entanto, é preciso considerar que os revolucionários progressistas também se tornaram conservadores, quando a sociedade burguesa capitalista (ou liberal) foi ameaçada por processos revolucionários populares. Seus principais expoentes foram Buk, Novalis, Charlile, De Maistre, Cortés e Von Stein.
Desta forma, o pensamento político e filosófico do século XX e fundamentado por todas estas corrente revolucionárias surgidas no século XIX tendo como um dos principais responsáveis por sua fundamentação teóricas Marx e as suas inúmeras críticas ao sistema capitalista.
A doutrina de Marx se baseia na luta de classes, para ele toda a história da sociedade é uma história de luta de classes. Marx fez várias criticas ao sistema capitalista, ele analisou as contradições existentes na sociedade tendo como base a influência das correntes sociais, e políticas do século XIX que foram citadas anteriormente. Na medida em que surgiu o capitalismo, a sociedade se dividiu em classes, a classe que explora que oprime que domina e a classe que é explorada, oprimida e dominada, para ser mais específica, a sociedade se dividiu em burgueses e proletários. O capitalismo fez dos meios de produção propriedade privada de certa minoria de pessoas. Os burgueses, eram os proprietários dos meios de produção e aqueles que não possuíam estes meios, se viam obrigados a vender o único bem que tinham sua força de trabalho. O sistema capitalista gera a desigualdade social. Marx se propôs juntamente a mostrar aos operários que era possível destruir o Estado capitalista e construir uma nova sociedade, uma sociedade comunista, no qual os meios de produção de tornariam propriedade comum a todos os membros da sociedade. Marx escreveu várias obras com este objetivo, de difundir suas idéias, como por exemplo: O Manifesto comunista e O Capital.
A experiência Marxista, depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.
O capitalismo, no entanto, apesar de duramente criticado pelos socialistas (marxistas), mostrou uma notável capacidade de adaptação a novas circunstâncias, fossem elas decorrentes do progresso tecnológico, da existência de modelos econômicos alternativos ou da crescente complexidade das relações internacionais.